CPI: ‘Sou ministro da Saúde, não censor do presidente’, diz Queiroga - Bolsão em Destaque de Três Lagoas
Política

CPI: ‘Sou ministro da Saúde, não censor do presidente’, diz Queiroga

CPI da Covid-19 ouve, nesta terça-feira, 8, o ministro da SaúdeMarcelo Queiroga. É a segunda vez que o titular da pasta depõe à comissão – a primeira oitiva ocorreu no dia 6 de maio.

Naquela ocasião, o médico cardiologista evitou avaliar a conduta pessoal do presidente Jair Bolsonaro, que promove aglomerações sem o uso de máscaras e prega o uso da cloroquina, remédio ineficaz para o tratamento do coronavírus, e defendeu a autonomia de Estados e municípios para decretar medidas restritivas de combate ao vírus.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, volta a dizer que não fará “juízo de valor” sobre a conduta pessoal do presidente Jair Bolsonaro – esta, inclusive, foi a tônica do primeiro depoimento do cardiologista à CPI da Covid-19. “Sou ministro da Saúde, não sou censor do presidente”, afirmou Queiroga.

Queiroga explica dispensa da médica Luana Araújo e é repreendido por Aziz: ‘Não dá para achar que todo mundo aqui é doido’

Marcelo Queiroga disse que “não houve óbice formal” do Palácio do Planalto para a nomeação da médica Luana Araújo para o cargo de secretária extraordinário de enfrentamento à Covid-19. Os senadores, então, citaram uma declaração feita pelo ministro da Saúde à Câmara dos Deputados, onde afirmou que a escolha foi barrada porque não houve “validação política”, ressaltando que o Brasil vive um “regime presidencialista”. À comissão, Queiroga disse que a decisão de dispensá-la foi dele e que havia uma “divergência política na classe médica”. “Aí já é piada”, reagiu o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Na sequência, Omar Aziz emendou: “Se o senhor não quisesse, não teria nem encaminhado à Casa Civil. Depois que encaminha é que o senhor vê que há divergência? A verdade é a seguinte, ministro: o senhor mesmo disse que é um regime presidencialista, [o nome da doutora Luana] chegou na Casa Civil, olharam os vídeos [com críticas à cloroquina], viram que ela não concorda com a doutora Mayra Pinheiro e optaram por ficar com a Mayra. É só falar, isso não vai mudar muita coisa da sua história junto ao ministério, que espero que seja vitoriosa. Mas não dá para achar que todo mundo aqui é doido ou que não prestou atenção ao que o senhor falou”.

Queiroga: ‘Decisão de fazer a Copa América no Brasil não compete ao Ministério da Saúde’

Questionado pelo relator, Renan Calheiro, sobre a atuação do Ministério da Saúde na definição do Brasil como sede da Copa América, Marcelo Queiroga afirmou que sua função “nesse episódio não foi dar aval para acontecer a Copa América”.  “O presidente [Jair Bolsonaro] me pediu que avaliasse os protocolos da CBF e da Conmebol. São protocolos que permitem a segurança para a ocorrência dos jogos no Brasil. As autoridades dos Estados que aceitaram realizar os jogos estão de acordo com esse tipo de atividade. A fiscalização se dará por parte das autoridades sanitárias desses municípios. Não vejo, do ponto de vista epidemiológico, uma justificativa que fundamente a não ocorrência do evento. A decisão de fazer ou não o evento não compete ao Ministério da Saúde”, explicou.

Toda a população brasileira vacinável estará imunizada até o fim do ano’, diz Queiroga

Questionado pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), sobre a “mudança de curso” promovida pelo Ministério da Saúde no combate à pandemia, Marcelo Queiroga disse que a pasta ampliou “fortemente a campanha de vacinação”, assinou um contrato para a aquisição de mais 100 milhões de doses do imunizante da Pfizer, ponderou que há um contrato com a Moderna, para a aquisição de 100 milhões de doses, na “iminência de ser assinado”. “Isso nos dá a certeza de que a população vacinável brasileira estará vacinada até o final do ano”. O emedebista também reproduziu vídeos do presidente Jair Bolsonaro promovendo aglomerações sem o uso de máscaras. “As medidas não farmacológicas são para todos, sem exceção. O cuidado é individual, mas o benefício é de todos. O Ministério da Saúde tem, de maneira clara, se manifestado neste sentido”, respondeu.

Queiroga explica dispensa da médica Luana Araújo e é repreendido por Aziz: ‘Não dá para achar que todo mundo aqui é doido’

Marcelo Queiroga disse que “não houve óbice formal” do Palácio do Planalto para a nomeação da médica Luana Araújo para o cargo de secretária extraordinário de enfrentamento à Covid-19. Os senadores, então, citaram uma declaração feita pelo ministro da Saúde à Câmara dos Deputados, onde afirmou que a escolha foi barrada porque não houve “validação política”, ressaltando que o Brasil vive um “regime presidencialista”. À comissão, Queiroga disse que a decisão de dispensá-la foi dele e que havia uma “divergência política na classe médica”. “Aí já é piada”, reagiu o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Na sequência, Omar Aziz emendou: “Se o senhor não quisesse, não teria nem encaminhado à Casa Civil. Depois que encaminha é que o senhor vê que há divergência? A verdade é a seguinte, ministro: o senhor mesmo disse que é um regime presidencialista, [o nome da doutora Luana] chegou na Casa Civil, olharam os vídeos [com críticas à cloroquina], viram que ela não concorda com a doutora Mayra Pinheiro e optaram por ficar com a Mayra. É só falar, isso não vai mudar muita coisa da sua história junto ao ministério, que espero que seja vitoriosa. Mas não dá para achar que todo mundo aqui é doido ou que não prestou atenção ao que o senhor falou”.

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