Tatu-Canastra é capturado após quase derrubar estrutura de casa quando escavava por baixo da terra em Mato Grosso do Sul - Bolsão em Destaque de Três Lagoas
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Tatu-Canastra é capturado após quase derrubar estrutura de casa quando escavava por baixo da terra em Mato Grosso do Sul

Um Tatu-Canastra, de mais de 40 kg, foi capturado pela Polícia Militar Ambiental (PMA) de Cassilândia, cidade sul-mato-grossense, após colocar em risco a estrutura de uma casa quando escavava por baixo da terra. O animal foi resgatado nessa sexta-feira (25), sem ferimentos, e solto em uma área de vegetação, longe do perímetro urbano.

A PMA foi acionada pelo funcionário do sítio na quarta-feira (23), ele contou que o tatu havia entrado embaixo de sua residência e estava abrindo buraco de mais de 50 centímetros. O homem, de 65 anos, afirmou que se o tatu continuasse escavando a casa poderia desabar.

No mesmo dia, a equipe foi ao local e lançou um pouco de água, na perspectiva de que o animal saísse, porém, não houve efetividade e o bicho continuava a escavar. No dia seguinte, a equipe tentou retirar o animal com dois cambões, objetos utilizados na captura de animais, para que, se o bicho saísse, eles o capturassem pelas patas, mas também não tiveram sucesso.

Já na sexta-feira, a equipe optou quebrar o contra piso e escavar até encontrar o animal. O bicho, de quase 40kg, foi capturado e, por não apresentar ferimentos, foi devolvido a natureza.

Sobre a espécie

O tatu-canastra é o maior e mais raro dos tatus vivos. Pode medir mais de um metro de comprimento, com mais de 50 centímetros de cauda e pesar até 60 kg. As patas enormes possuem unhas possantes, sobretudo as anteriores, cuja unha central mede até 20 centímetros de comprimento. Ele cava grandes buracos para se alojar, revolvendo o solo e consegue alimento entre insetos, larvas, vermes, aranhas e serpentes.

O bicho, de quase 40kg, foi capturado e, por não apresentar ferimentos, foi devolvido a natureza. — Foto: Polícia Militar Ambiental

O animal habita os campos e cerrados de todo o Planalto Central do Brasil e Floresta amazônica. De hábito noturno, ele é encontrado na vizinhança de riachos e lagoas, tendo a fêmea de um a dois filhotes por parição.

Por causa de sua carne saborosa e armadura resistente, hoje ele é raríssimo e consta da lista de espécie em extinção brasileira.

Fonte G1MS

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