Três Lagoas e mais seis cidades de Mato Grosso do Sul entram em lista nacional sobre o risco de desastre climático – Bolsão em Destaque de Três Lagoas
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Três Lagoas e mais seis cidades de Mato Grosso do Sul entram em lista nacional sobre o risco de desastre climático

Recentemente, sete cidades de Mato Grosso do Sul foram destacadas em uma lista nacional que avalia o risco de desastres climáticos. Esta inclusão ressalta a crescente preocupação com as mudanças climáticas e seus impactos potenciais em diversas regiões do Brasil. Este artigo examina as razões por trás dessa classificação e discute as implicações para as cidades afetadas e para o estado de Mato Grosso do Sul como um todo.

As mudanças climáticas têm sido uma preocupação global, com um aumento na frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como inundações, secas, tempestades e ondas de calor. No Brasil, várias regiões são vulneráveis a esses fenômenos, e o Mato Grosso do Sul não é uma exceção. De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), as alterações nos padrões climáticos podem afetar a agricultura, a disponibilidade de água e a infraestrutura urbana, causando prejuízos econômicos e sociais significativos.

Para contabilizar as regiões e respectivas cidades foram levados em consideração vários critérios, por exemplo: 10 ou mais registros de desastres, apresentar o número de 900 ou mais pessoas desabrigadas, apresentar 500 pessoas, ou mais, identificadas em áreas mapeadas com risco geo hidrológico.

Seguindo esse último critério, conforme a Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, a região Centro-Oeste mantém a menor porcentagem de registro de eventos e também de pessoas expostas aos riscos. Enquanto Mato Grosso apresenta o maior número de municípios mais suscetíveis com 40 listados, Mato Grosso do Sul tem 28.

Ainda assim, o levantamento indica que o Estado tem a maior quantidade de pessoas mapeadas em áreas de riscos, com 25.092 mil.

Entre as 28 cidades que apresentam algum tipo de risco biológico, sete foram classificadas como críticas por estarem suscetíveis a três: deslizamentos, enxurradas e/ ou inundações. Na lista estão: Campo Grande, Corumbá, Coronel Sapucaia, São Gabriel do Oeste, Mundo Novo, Bataguassu e Três Lagoas.

Já outros 19 municípios estão sujeitos a dois tipos de riscos de fenômenos: enxurrada e inundação. Foram listados Coxim, Rio Verde de Mato Grosso, Porto Murtinho, Miranda, Aquidauana, Bonito, Nioaque, Bela Vista, Amambai, Ponta Porã, Itaquiraí, Dourados, Deodápolis, Ivinhema, Batayporã, Santa Rita do Pardo, Brasilândia, Água Clara, Cassilândia. Para fechar o balanço tem Eldorado e Naviraí, ambos vulneráveis a registros de inundações.

Das 28 cidades do Estado, sete estão em estado crítico. (Arte: Bárbara Campiteli e Lennon Almeida) Campo Grande News

As Cidades em Risco

As sete cidades de Mato Grosso do Sul que entraram na lista nacional de risco de desastres climáticos são:

  1. Campo Grande
  2. Dourados
  3. Três Lagoas
  4. Corumbá
  5. Ponta Porã
  6. Aquidauana
  7. Naviraí

Essas cidades foram identificadas devido a vários fatores, incluindo sua localização geográfica, condições meteorológicas e vulnerabilidades socioeconômicas .

Campo Grande

A capital do estado, Campo Grande, enfrenta riscos principalmente devido às enchentes e tempestades intensas que afetam a infraestrutura urbana e a vida cotidiana dos moradores .

Dourados

Dourados, a segunda maior cidade do estado, sofre com a possibilidade de secas severas que podem impactar a agricultura, uma das principais atividades econômicas da região .

Três Lagoas

Três Lagoas, conhecida por sua indústria e grandes corpos hídricos, corre o risco de inundações, que podem afetar tanto áreas residenciais quanto industriais .

Corumbá

Localizada próxima ao Pantanal, Corumbá enfrenta ameaças de mudanças no ciclo hidrológico do Pantanal, afetando a biodiversidade e o turismo, além das inundações sazonais .

Ponta Porã

Na fronteira com o Paraguai, Ponta Porã está exposta a tempestades severas que podem causar danos significativos à infraestrutura local .

Aquidauana

Aquidauana, também próxima ao Pantanal, enfrenta desafios similares aos de Corumbá, com inundações frequentes que podem deslocar comunidades e afetar a agricultura local .

Naviraí

Naviraí, uma cidade agrícola, está em risco devido às secas prolongadas que podem comprometer a produção agrícola e a segurança alimentar .

Implicações e Medidas de Adaptação

A inclusão dessas cidades na lista nacional de risco de desastres climáticos sublinha a necessidade urgente de medidas de adaptação e mitigação. As autoridades locais e estaduais precisam desenvolver e implementar planos de ação que incluam:

  1. Infraestrutura Resiliente: Investir em infraestrutura que possa suportar eventos climáticos extremos, como sistemas de drenagem eficientes e construções resistentes a ventos fortes.
  2. Gestão de Recursos Hídricos: Melhorar a gestão dos recursos hídricos para enfrentar secas e inundações, garantindo a disponibilidade de água para consumo humano e atividades econômicas.
  3. Educação e Conscientização: Promover a educação sobre mudanças climáticas e práticas sustentáveis entre a população, incentivando comportamentos que reduzam o impacto ambiental.
  4. Planos de Emergência: Desenvolver e implementar planos de emergência eficazes para responder rapidamente a desastres climáticos, minimizando os danos e salvando vidas.

A identificação dessas sete cidades de Mato Grosso do Sul na lista nacional de risco de desastres climáticos é um alerta importante para a necessidade de ações concretas e imediatas. As mudanças climáticas são uma realidade que afeta diretamente as vidas e a economia local, e somente através de um esforço coletivo e bem coordenado será possível mitigar esses riscos e garantir um futuro mais seguro e sustentável para todos os habitantes da região.

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